segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma noite, um show, uma banda...

Não sabemos ao certo quando uma noite vai se tornar inesquecivel, elas simplismente acontecem e dentre tantas noites que fazem parte da minha história, a noite entre o dia 01 e 02 de dezembro de 2011 foi surreal. Tinha tudo para ser uma simples quinta-feira como outra qualquer, aliás um pouco pior, porque alem do trabalho, a faculdade me reservava uma prova de Calculo II, a prova substitutiva, a ultima chance de passar...e tudo isso se tornou pequeno, eu não pensava nas horas de trabalho e muito menos na prova, eu me transportei para ás 23h, me transportei para a porta do show que tornaria aquela quinta-feira um dia memoravél.  A banda que subiria no palco era o NENUM DE NÓS, uma banda com mais de 25 anos de estrada (eu não sonhava em existir quando eles começaram), uma banda que eu não sei ao certo quando entrou na minha vida, lembro de escutar em algumas fitas cassetes guardadas sobre o tempo, o refrão "Sempre estar lá, e ver ele voltar, não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar" e de prestar atenção na história que dizia "depois da ultima noite de festa, chorando e esperando amanhecer", e assim com prequenos versos e estrofes isso ficou adormecido em algum lugar desse disco rígido. Alguns anos mais tarde, um pouco mais velho, um grande amigo me passou um cd de uma banda que ele estava ouvindo muito, e lá estavam eles...no seu album acústico ao vivo 1 (grande responsavel pela minha paixão por acústicos), e como uma coisa sempre leva a outra, outros albuns apareceram, outras músicas marcaram e como diz Thedy Corrêa, fizeram a trilha sonora da minha vida, nem tanto pelas letras mas sim por marcar cada fase de um jeito diferente e inesperado....

só um pequeno comentário...Tenho a impressão que esse é o post mais sem graça que ja fiz, afinal quem quer saber sobre a minha vida? mas enfim o Blog é meu então aos que não desanimaram por favor continuem...


Sem mais demoras, indo ao que interessa....eu fico besta de ver os caminhos que nos levam vida á fora, quando eu iria imaginar que estaria frente a frente com aqueles caras das fitas cassetes e das capas dos albuns? acho que ninguem pensa isso, é o tipo de coisa que simplismente acontece. Esse foi o 4º show do Nenhum que Nós que tive o prazer de ver, e trago comigo um pouco de cada show....a emoção da abertura do primeiro show com a "Dança do Tempo", ajudar Thedy com a letra de Polaroid no segundo, e no terceiro conhecer uma garota lá dos lados de Prudente e que provavelmente será a primeira a ler esse post, sendo assim pensei que esse seria como todos os outros, um grande show, grandes músicas, grandes pessoas e grandes emoções. E na sua essência acho que foi o mesmo show, mas o que tornou a noite surreal foi adentrar por algumas portas, descer uma escada,  chegar em um lugar faz até o meu quarto parecer arrumado e ver nesse lugar Sady, Carlos, Veco, João Vicente e Thedy em um clima que acho que a unica palavra que descreve é "churrasco dos amigos", como bons gaúchos que são acho que é essa a idéia....voltando ao local descrito, era um hambiente bem rústico, bem rock 'n' roll, me lembro de conversar com todos, tirar fotos, pegar autógráfos...e gostaria muito de tentar colocar em palavras a sensação que tive naqueles minutos, mas sinceramente é impossivel (uma pena eu perceber isso agora, porque era esse o objetivo do post) porque o que trago de mais precioso daquele lugar não são os autógrafos e nem são as fotos...e sim o carinho e o respeito que cada um deles demonstrou comigo, aquela distancia entre palco e público não existia mais, por alguns minutos me senti fazendo parte da história da banda, mesmo que seja a história que ela tem comigo, história no que depender de mim vai perdurar por muitos anos...

E mesmo sabendo que dificilmente alguns deles vai ler isso, eu gostaria muito de agradecer ao Thedy, ao Veco, ao Calos, ao Sady e o João Vicente por terem formado essa grande banda do rock nacional, e dizer que o sucesso ao meu ver é uma consequência de muito amor ao trabalho e da ausencia de vaidade, e naquela noite de quinta-feira eu percebi que essa palavra não está no dicionário de vocês. Parabens pelos 25 anos de carreira e por favor passem mais 25 anos escrevendo a trilha sonora das nossas vidas!

Um grande abraço...


"O tempo passa e nem tudo fica, a obra inteira de uma vida"


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sábado, 29 de outubro de 2011

A Fábula

Andei pensando em como as pessoas Rotuladas e Objetivas demais são chatas e previsiveis, as conversas são sempre as mesmas e as conclusões tambem são. As pessoas gostam de criar um padrão e sobre ele ficam regidas durante a vida..."Eu sou assim!" é a frase mais comum desse meio, mas um amigo uma vez me disse que Definir-se é é limitar-se, e acho essa uma grande verdade, mas desisti de continuar escrevendo sobre esse assunto ao escutar a musica que vou postar logo abaixo, a letra resume bem o que eu gostaria de falar então por que não usar...e desculpe ser previsivél mas o autor é o Humberto Gessinger...

Era uma vez um planeta mecânico
Lógico, onde ninguém tinha dúvidas
Havia nome pra tudo e para tudo uma explicação
Até o pôr-do-sol sobre o mar era uma gráfico

Adivinhar o futuro não era coisa de mágico
Era um hábito burocrático, sempre igual
Explicar emoções não era coisa ridícula
Havia críticos e métodos práticos

Cá pra nós, tudo era muito chato
Era tudo tão sensato, difícil de agüentar
Todos nós sabíamos decor
Como tudo começou e como iria terminar

Mas de uma hora pra outra
Tudo que era tão sólido desabou, no final de um século
Raios de sol na madrugada de um sábado radical
Foi a pá de cal, tão legal

Não sei mais de onde foi que eu vim
Por que é que estou aqui
E para onde devo ir
Cá pra nós, é bem melhor assim
Desconhecer o início e ignorar o fim
Da fábula

(Gessinger)


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Memória!

Há semanas venho ensaiando algo para postar aqui, filtrar as ideias e jogá-las de uma só vez nesse poço de "palavras soltas", como diria uma grande amiga. Mas as preocupações com datas, provas, horários sempre ofuscavam sinais de qualquer pensamento bobo que vinha a se tornar uma postagem. Foi quando escutei uma conversa onde uma pessoa questionava para a outra o que era "Memória"? e percebi que eu mesmo não era capaz de explicar com boas palavras algo que citei com muita frequencia e talvez até escrito em alguma música. Mas veja bem, não estou querendo a definição de memória segundo o Aurélio Buarque de Holanda, ou querendo saber o que os psi-cólogos/canalista/quiatras dizem sobre ela, é mais algo do tipo "O eu que entendo por Memórias" e coloquei a mente a vagar procurando explicações, deduções e formulas matemáticas que pudessem explicar essa tal "Memória"...e num grande fracasso não encontrei nada. Já com o assunto esquecido, eis que a ironia me prega uma peça ao tocar o a música "Stero-Love" (espero que tenha escrito corretamente) no rádio do carro, a mente automáticamente viaja para uma cidadezinha no sul de minas, chamada Itamogi, onde vivi dias incríveis com grandes amigos, musica, cerveja e diversão, me vi sentado naquele sofá matando o tempo com a tv, ou almoçando naquela cozinha, ou dando boas risadas com aquelas pessoas, juro que cheguei a sentir o cheio dos moveis envelhecidos do lugar....e quanto mais eu pensava mais lembraças surgiam e na mesma hora encontrei a resposta, aquilo era memória, como se estivesse em algum lugar aqui dentro pronto para ser acessado com um click, nesse caso com uma música, aliás acho que a maior parte dessas "lembraças guardadas" vem a tona com uma musica, seja aquela animada da balada, ou aquela clássica que a banda toca no bar, ou aquela fim de noite que os boemios tocam avisando que a noite vai se agonizando no clarão da aurora. Provavelmente nesse momento você deve estar pensando quais músicas tem o mesmo efeito com você, talvez não consiga lembrar de imediato, mas da proxima vez que tiver essa sensação vai lembrar desse texto. Nessa brincadeira com as lembranças começei a procurar outros "clicks" de acesso a outras gavetas, com outros arquivos, e percebi que gosto de sentir o cheiro da parte de dentro de um onibus no terminal rodoviário do Tiête, porque aquele cheiro faz a mente saber que uma viagem está proxima, e que serão grandes dias...mas o mesmo cheiro se torna uma lembramça depressiva quando é sentido ao entrar no onibus que te levará de volta para casa. Acho que no final das contas somos feitos de memórias, gostamos de recordar bons momentos, e gostariamos até de revive-los. Tentamos deixar muito bem guardados aqueles que não são tão bons assim. Há várias maneiras de guardar as memórias, algumas pessoas gravam videos, outras tiram fotos, eu sinceramente não gosto de nenhum delas, quando eu vejo fotos ou videos, vejo apenas situações gravadas que se não estivessem ali talvez não estivessem em nenhum outro lugar, minhas melhores memórias não estão impressas, nem escritas, muito menos fotografadas, estão simplismente guardadas, em alguma gaveta, desse disco rígido com algum TERABYTES a serem preenchidos ao longo da vida...

Nota mental: Sempre ter a janela do banheiro na altura dos olhos...olhar para fora durante o banho distraí e mostra como a paisagem da janela é metamórfica....

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

La Bastilhe

(Fancisco Savioli / Humberto Megiolaro)

Como dizia o poeta
Ser ou não ser, eis a questão
Mas não há muito o que tentar
Quando se está dentro d'uma prisão
Onde eu sou um prisioneiro dos pensamentos
Que chegam em fins de tardes
Pra espantar de vez
toda coragem

Tanto faz como quem vem ou
como quem vai embora
Não conheço o rosto de ninguem
Quero dar o fora!
E mais um avião que passa pelos ceus
Deixa um rastro de solidão
Sou quase um Brás Cubas
Minhas memórias estão no chão

A cada segundo uma morte subita
Um entregador de jornais, uma calamidade publica
Os automoveis passam sem parar
As noticias voam pelo ar
E eu vejo tudo de camarote
da janela do terceiro andar

Os quartos de hotel
Nas Noites tão vazias
Das pessoas sem papel
às Meninas nas esquinas
Por pura coincidencia, apenas a inocencia
foi perdida na pureza da paz
Assim como a mágica que não dura pra sempre
Em um passe, já não existe mais

Mas quem estaria certo?
e quem estaria errado?
Depois de tanto tempo
continua-se sem saber
Mas em algum momento
Tarde da noite ou ao amanhecer
Meninos sofrem pelas escolhas que fazem
e cheios de medo, crescem enquanto dormem

Eu fico louco por essas estradas
Não tenho tempo pra mais nada
Eu só quero deitar, pro dia acabar
Amanhã não vai ser diferente
Do que foi dia que passou
Tanta que gente que me olhou
e não viu nada...


Não que escrever canções seja meu maior mérito, mas essa foi escrita há pouco mais de 2 anos junto com o parceiro Francisco Savioli e nos ultimos dias essa letra tem feito muito sentido, então acho que ela diz mais que qualquer outro texto que eu pudesse colocar aqui hoje...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Livro ou Música?

Qual sua distração favorita? acho que eu ficaria com a música, nada contra os livros, até os leio de vez em quando, entre um eclipse e outro...mas não é o meu ponto forte e não me me julgue por isso meu amigo, eu mesmo gostaria de ser um cara com um maior, desculpem a palavra, TESÃO nos livros, talvez o mesmo que a música me desperta. Sempre tive ela como boa companheira, hora nas viagens, longas ou curtas, hora no quarto de madrugada, quando tenho a sensação de que se eu aumentar um pouco mais o volume até os vizinhos vão escutar devido ao silencio que reina nesse horário. A música faz parte da nossa vida, e por muitas vezes até conta a nossa história. Imagine sua vida como um filme...imaginou? agora imagine esse mesmo filme se uma trilha sonora.....perdeu a graça não é verdade? Pois é, uma pena que essa peça fundamental da nossa existência é usada de uma forma muito banalizada, e não estou falando de nenhum genero musical, estou falando das próprias pessoas que com seus Ipod's, Itouch's, Iphones e Imeudeus tiram toda a essencia que está por atrás de "ouvir musica"

E não, eu não sou um radical de que deseja a exitinsão desses eletronicos, e confesso que tambem tenho o meu, mas não sou dependente dele. As vezes olho para ele antes de sair de casa e digo: "Hoje você fica, não quero ouvir o que você tem a me dizer com toda essa sua ordem aleatória", e assim saio de casa, tendo como unica forma de distração as viagens que minha mente pode fazer ao longo do caminho casa-trabalho, trabalho-faculdade, ou qualquer outro caminho que encontrará em seu dia. Voltando ao assunto música, considero isso muito pessoal, o que tem na sua playlist diz muito sobre você, então escutá-la tambem deve ser algo pessoal, gosto de ligar a "ordem aleatória" e ficar na expecitativa das musicas que virão (a primeira é sempre a mais emocionante de se esperar), gosto de prestar atenção nos detalhes das melodias, nas letras, nos efeitos, nos instrumentos, enfim tudo que envolve uma simples música. Também não consigo estudar e ouvir música ou ver TV e ouvir música (aliás isso não faz sentido algum) provavelmente vou ver a TV e a musica vai tocar, mas de fato não vou ouvi-la como ela merece. Hoje pela manhã uma mulher entrou no ônibus ouvindo música e ao se sentar abriu um livro e começou sua leitura. Primeiro fiquei me perguntando sobre essa necessidade de se desligar do mundo a sua volta, algo que tire todo barulho ambiente e algo que distraia meus olhos até chegar ao meu destino, é disso que preciso! Provavelmente se alguem perguntasse o que ela estava ouvindo ela diria "Espere um pouco, deixe me ver o que está tocando". Então não se torne um escravo de sistemas de isolamento, eles são bons, ajudam o tempo a passar mais rápido, se é que isso é possivel, mas se alguém disse que ele é relativo então eu acredito. Deixe que a sua cidade, com todos seus muros e grades e seus outdoors sirvam de paisagem para que sua mente possa ir longe. E se for ouvir música...ouça a música! Se for ler um livro...leia o livro! Se for conversar com um amigo...converse com um amigo!

"Tavez eu seja o ultimo Romântico, dos litorais desse oceano atlântico" (Lulu Santos)...tocou na minha cabeça enquanto eu redigia esse texto.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem forma ou conteúdo

Um Blog! Tái algo que nunca achei que ia ter na vida. Sempre tive um certo preconceito com essas atividades de escrever, publicar, comentar, etc.. mas também a minha velha e inseparevel parceira Preguiça não me deixava criar esses hábitos, alem do mais eu não lia essas coisas, quem ia querer ler o meu? quanta ignorância em uma só pessoa, achar que ninguem ia ler porque eu não lia. E foi a justamente na leitura de terceiros que nasceu esse interesse. Acho que um bom leitor se torna um bom escritor, e vice-versa, ou não. Mas nesses passeios pelos pensamentos retratados acabei descobrindo que escrever por vontade própria não é tão ruim assim, aliás dificilmente algo que fazemos com liberdade é ruim e no que diz respeito a preguiça, bom o blog é meu se ela chegar eu não escrevo e ponto, simples assim meu amigos. Com relação as pessoas, bom espero que muitos leiam, mas escrever aqui, é antes de tudo algo pessoal, depois se torna publico. Então escrevo para a 1ª pessoa do singular, se a 2ª, a 3ª e outras, sejam do plural ou singular gostarem melhor ainda...mas não espere algum formato padrão de texto como Crônicas, Poemas, Cartas...não sou capaz de tal feito , e espere muito menos algum conteudo importante, são apenas linhas, sem forma ou conteudo.

Estou me sentindo como  Vasco da Gama, por mares nunca antes navegados, espero que meus Mapas & Bússulas me ajudem...