terça-feira, 2 de agosto de 2011

La Bastilhe

(Fancisco Savioli / Humberto Megiolaro)

Como dizia o poeta
Ser ou não ser, eis a questão
Mas não há muito o que tentar
Quando se está dentro d'uma prisão
Onde eu sou um prisioneiro dos pensamentos
Que chegam em fins de tardes
Pra espantar de vez
toda coragem

Tanto faz como quem vem ou
como quem vai embora
Não conheço o rosto de ninguem
Quero dar o fora!
E mais um avião que passa pelos ceus
Deixa um rastro de solidão
Sou quase um Brás Cubas
Minhas memórias estão no chão

A cada segundo uma morte subita
Um entregador de jornais, uma calamidade publica
Os automoveis passam sem parar
As noticias voam pelo ar
E eu vejo tudo de camarote
da janela do terceiro andar

Os quartos de hotel
Nas Noites tão vazias
Das pessoas sem papel
às Meninas nas esquinas
Por pura coincidencia, apenas a inocencia
foi perdida na pureza da paz
Assim como a mágica que não dura pra sempre
Em um passe, já não existe mais

Mas quem estaria certo?
e quem estaria errado?
Depois de tanto tempo
continua-se sem saber
Mas em algum momento
Tarde da noite ou ao amanhecer
Meninos sofrem pelas escolhas que fazem
e cheios de medo, crescem enquanto dormem

Eu fico louco por essas estradas
Não tenho tempo pra mais nada
Eu só quero deitar, pro dia acabar
Amanhã não vai ser diferente
Do que foi dia que passou
Tanta que gente que me olhou
e não viu nada...


Não que escrever canções seja meu maior mérito, mas essa foi escrita há pouco mais de 2 anos junto com o parceiro Francisco Savioli e nos ultimos dias essa letra tem feito muito sentido, então acho que ela diz mais que qualquer outro texto que eu pudesse colocar aqui hoje...

Um comentário:

  1. Essa é a boa 'filosofia', assunto e prosa que nunca sai de moda! As palavras contidas nesta canção é algo que sempre se manterá de forma atual, na minha opinião!

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